Entrevista de Jaime Pacheco ao Jornal Record de 22.10.06
Record - É fundamental ser o treinador a escolher o plantel?
Jaime Pacheco - Defendo que sim, reconhecendo que no contexto nacional é difícil consegui-lo, principalmente por questões financeiras.. Tive a sorte de, em conjunto com os dirigentes dos clubes, ter conseguido fezê-lo sempre, à excepção de um caso.
Record - Que foi....
Jaime Pacheco - A minha derradeira pasagem pelo Vítória de Guimarães. O plantel não foi escolhido por mim. Mesmo que me custe a inactividade, isso não voltará a repetir-se. Se me contactarem, já sabem que essa é uma questão de princípio. Se não quiserem assim, abdico do lugar e vou à minha vida. Sou um treinador com folosofia própria, seriedade, e resultados suficientemente experssivos, para usufruir do meu espaço e ter liberdade incondicional para formar o plantel.
O fim desta história é público. Pacheco está de regresso ao Boavista, para a terceira passagem, e na terça-feira já não se lemabrava do que tinha dito na semana anterior. Homem vertical e de convicções. Mas não faz mal. É futebol e já se sabe que um ano sem ganhar tostão, se não mata, mói. O que faz mal é o nosso Governo dizer no show de uma campanha que "os impostos não vão aumentar", "que as SCUTS não vão ter portagens" (e não venham dizer que não e que o programa do Governo já o previa, porque o povo pode dormir mas não é estúpido). Isto é grave. São mentiras. Quem as diz é mentiroso. Subverte as regras do jogo democrático. E piora a vida dos seus concidadãos. Não é futebol. Não é entretenimento. É a vida das pessoas. Respeito por favor.